quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Coelhos Assustados


Eu ainda não enjoei de ouvir Frightened Rabbit. Acredito que seja a banda que eu mais tenho ouvido nos últimos meses (eu acredito e o meu Last Fm confirma).
São poucas as bandas do chamado rock alternativo que conseguem se desvencilhar da mesmice que impregna o gênero. E os Rabbits são uma dessas poucas. Os cds da banda, principalmente o mais recente, possuem personalidade forte e muitas vezes imponente.
A sonoridade é ao mesmo tempo tão forte e melancólica, que torna-se viciante para aqueles com bons ouvidos. O sotaque de Glasgow também ajuda (por falar Glasgow, às vezes eu me pergunto o que será que tem na água de lá pra sair tantas bandas boas. Franz Ferdinand, Belle & Sebastian e agora o Rabbits só pra citar algumas).
As poucas informações que eu achei, dizem que eles possuem influências do The Shins, que outrora já apareceu por aqui, e do Arcade Fire. Mas sei lá, não achei tão perceptível. Os Rabbits possuem músicas mais grudentas, intensas e criativas.
A primeira música do mais recente cd (Midnight Organ Fight), intitulada The Modern Leper, é tão boa que já garante o cd. Seguida de canções tão boas quanto, com destaque pra I Feel Better e Fast Blood.
Ah, eles tem um clipe todo bonitinho pra "Head Rolls Off" com crianças de jardim da infância:

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Aquele sobre o Sr. José

Dias doentes sempre foram sinônimos de semana de filme para mim. Aliás, são os únicos dias que eu sento em frente à tv pra ver os grandes lançamentos do verão passado. E seguindo essa lógica, essa semana, vivendo o restinho da minha crise labiríntica, eu aluguei o Sangue Negro. Um filme que há muito eu tava a fim de ver.
Sobre o filme, eu posso ficar horas falando do que achei. Como já deu pra perceber, eu padeço do mal de pseudocrítico. Pra encurtar, eu só vou dizer que é um senhor filme. Eu que costumo gostar de todos os trabalhos do Paul Thomas Anderson, já imaginava o quanto esse seria bom.
Mas o que o me chamou a atenção no filme, e o motivo de eu estar escrevendo, é a relação entre a personagem principal, Daniel, o homem do petróleo e de seu filho. De alguma forma, me fez lembrar o meu relacionamento com o meu pai. Não que meu pai seja um cara megalomaníaco a ponto de me renegar em algum momento da vida, pelo contrário, meu pai apesar de ser um cara durão, é a personificação de um pai de família à moda antiga.
Meu pai é um cara reservado, de poucas palavras. Ele é todo brincalhão, sempre fazendo comentários repletos de palavrões sobre tudo. Mas ele mantém um relacionamento diferente com os filhos. Ele não deixa de ser um pai brincalhão, mas com o passar dos anos, o relacionamento fica restrito a apenas olhares e sinais.
No filme, o pai e filho têm um relacionamento ótimo enquanto este é criança. Assim que o menino cresce ele e o pai começam a se distanciar. É mais ou menos o que aconteceu comigo. Nos últimos vinte anos eu conheci diferentes caras do meu pai.
Eu costumo dividir meu relacionamento com ele em quatro fases: dos 0 aos 6 em que ele extremamente brincalhão e presente; dos 7 aos 11, um pouco mais sério e bem mais ausente; dos 12 aos 18, relacionamento sem troca de palavras e olhares e ausência total; e dos 19 até os dias de hoje, em que a gente pelo menos consegue trocar algumas palavras.
Quando eu falo de relacionamento pai e filho, não estou me referindo aquele clichê de propagando do Itaú, tô falando de um sentimento de amizade entre nós, assim como existe com as mães. Em alguns momentos, eu e meu pai éramos nada um do outro. A gente nem se notava.
É claro que o fato de eu ver o meu pai somente aos fins de semana ajudou muito pra manter . E acredito que isso colaborou para que em certos momentos da vida eu exigisse internamente que ele fosse parecido com a minha mãe, que diversas vezes exerceu o papel de pai muito bem.
Outra coisa que colaborou para esse afastamento mútuo, é que nos não temos nenhum interesse em comum. Nada mesmo. Ele tem interesse por mecânica e coisas desse tipo. Eu nunca me interessei pra saber como montava e desmontava um caminhão.
Além disso, ele consegue ser o cara mais fechado e tímido que eu conheço. E como eu padeço desse mal, eu sei como é difícil pra manter amizade ou qualquer coisa com alguém. É algo parecido com aquela história de que quando pai e filho são tão parecidos, eles sempre se desentendem.
Eu sou bem parecido com meu pai. Eu prefiro ouvir a falar, evito ter muito contato com as pessoas. Não sei demonstrar meus sentimentos. Porém, como fui criado pela minha mãe na maior parte do tempo e integralmente na minha adolescência, eu tenho um diferencial. Eu tenho pouco desse lado excessivamente emocional dela, porém, internalizado.
Até hoje, os dois Josés tem alguns assuntos que fogem da nossa pauta, é isso que me incomodava. Meu pai muitas vezes, é um estranho pra mim. É uma página que eu estou aprendendo a ler. Eu aprendi a interpreta-lo quando entendi que esse é o jeito do meu pai de gostar das pessoas. É a maneira como ele foi criado. Meu pai é um típico homem do velho testamento, rústico, calado. Exatamente como era o pai dele. Exatamente como eu sou, apenas um pouco alterado pelo fator minha mãe.
Apesar de hoje ter esse relacionamento de amizade com o meu pai, existe uma certa estranheza entre nós. Eu percebo que ele tem muita vergonha de pedir alguma coisa pra mim, assim como eu tenho de perguntar algo pra ele. Minha mãe até hoje agradece a São Judas pelo nosso começo de amizade. E isso é bacana, perceber que apesar de todos esses anos de indiferenças, eu não ganhei um pai, eu ganhei um bom amigo.

senhores, essa é a minha foto preferida

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Fikadika



-O que você está ouvindo?
-The Shins. Conhece?
-Não.
-Você precisa ouvir essa música, vai mudar a sua vida.


Tá aí a música que segundo o filme vai mudar a sua vida. A banda, The Shins nem é tão novidade, nem tudo isso pra ser chamada de a banda que vai mudar a vida de alguém (a não ser a do Zach Braff). Assim como o Garden State, o filme que me apresentou a banda (e essa música bonitinha do vídeo acim) há alguns anos.
De qualquer forma, fica ai a dica de uma boa banda estadunidense (que por algum motivo eu não paro de ouvir na últimas semanas) e de um filme bem interessante repleto daqueles clichês que todo mundo adora.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Pé de cachimbo

É domingo. Finalzinho de domingo. Eu não tenho muito o que fazer a não ser reclamar dos efeitos colaterais dos antialérgicos que eu tenho ingerido nos últimos dias. Sonolência, inquietação, confusão e irritação. Esses efeitos são os responsáveis por esse meu desânimo dominical.
Sendo assim, já que eu não posso me concentrar em nenhuma atividade que envolva o meu raciocínio lógico, não há nada melhor pra se fazer hoje do que ficar o dia todo mortificado no sofá, acompanhado de uma maratona de alguns seriados que ando a assistir com gosto: Heroes, Pushing Daisies e House. Receita ideal para esse dia odioso.
Meus desânimos dominicais não são apenas causado pelo uso excesivo de medicamentos. O fato é que eu geralmente não gosto de domingos, nunca gostei. É o dia (sempre foi) que eu prefiro ficar zombificado em casa, sem fazer, falar, gesticular nada. Não tenho saco pra quem ainda tá animado porque o fim de semana não acabou. Não tenho saco pra quem anda com aquele sorriso típico de domingo pós-missa estampado no rosto.
Domingo é um dia bem estressante aqui em casa desde os meus bons tempos de moleque. É o dia em que meu pai vai embora (viajar acho que seria uma palavra melhor). É o dia em que a minha mãe está desesperada com a bagunça da casa, com as coisas do meu pai que ela precisa arrumar, com a segunda que está chegando. É o dia em que a família toda se encontra em casa: sobrinhos, irmã, cunhado, cachorro da irmã, avós.
As crianças gritam, a minha irmã fala alto, meu cunhado resmunga, minha mãe se embravece, o meu pai aumenta o volume da tv e o cachorro late. Muito barulho, muita gente falando ao mesmo tempo. Às vezes me fazem lembrar uma cena de algum filme italiano dos anos 50.
Talvez pelo fato de seu ser muito calado, essa profusão de sons caóticos me irrita um pouco. E como o meu papel social é reclamar de tudo, passo o dia todo resmungando sobre a falta de privacidade e da poluição sonora, e a única resposta que eu recebo é o olhar da minha mãe de: “O que eu não consigo entender como é que um filho meu é tão diferente assim de mim”.
A razão de toda essa liberdade sonora, visual e sei lá mais o que por parte dos meus pais, é devido ao fato de que eles assumiram de vez o papel de anfitriões de reuniões familiares. E de certa forma, eles sentem essa necessidade de reunir todos enquanto tá tudo certo, a partir do momento que no último ano o ceifador sinistro tem rondado a família. Vendo por esse lado, eu até consigo achar graça dos meus domingos. É bacana sentar a mesa com mais de duas pessoas (geralmente eu almoço sozinho no restante da semana, talvez até por isso eu tenha criado um meio solitário de vida). Mas de qualquer jeito, esse climão de "ceia de natal" me deprime. E se eu to deprimido, eu reclamo. E esse é o meu papel. Reclamar de tudo, até das coisas que eu gosto. Eu sou oficialmente o velho resmungão da casa.

Notas de rodapé:
- Pushing Daisies é a melhor série do mundo ever. Merece um tópico futuro somente para ela
- Eu não sou hipocondríaco, nem uma pessoa que ta sempre doente (isso tem um nome que eu não me lembro agora).

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Gritando confissões

A probabilidade de algo dar errado quando tudo não tão indo bem é incomensurável. Logo, a chance de dar merda em cinco de dez ações planejadas e/ou desejadas são imensas, principalmente quando são no campo sentimental.
Eu tenho uma teoria estranha formulada no fundo da minha imaginação fértil e away, segundo a qual não existe amor. Graças a essa teoria, já fui chamado inúmeras vezes de frio e insensível.
Pode até parecer um pouco frio da minha parte, eu concordo, mas eu sempre enxerguei o amor como uma forma evoluída de um outro sentimento, a consideração.
Aquilo que é chamado de amor não é nada mais que um dispositivo social. As pessoas “aprendem” desde o dia em que abandonam o útero que devem sentir tal sentimento nobre por alguém. É esperada a representação desse sentimento como uma resposta pela consideração, apego, necessidade e afeto. Entretanto, o amor é apenas uma forma de manter a unidade e os interesses de uma espécie. É apenas a liberação de serotonina necessária para o sentimento de completude.
O amor visa à reprodução, é a mais pura desculpa para o sexo, além de manter os interesses sociais a salvo através da constituição de um modo de vida monogâmico e eterno enquanto dure.
Como já foi dito nessas mal traçadas linhas, o amor é apenas o instinto de reprodução latente que se concretiza em uma longa vida monogâmica, que o tempo é responsável por transformá-lo na mais pura consideração e ponto. Tudo retorna ao começo. Aquela consideração necessária e arbitraria lá do início da vida retorna com o passar dos anos.
Infelizmente ninguém está alheio a esse ciclo (eu não gosto de generalizar, mas enfim...), até o cara mais frio (eu) um dia cai de quatro por alguém. E geralmente esse alguém não sente o mesmo. Ai inicia-se outro ciclo, o do amor platônico (uma cópia barata do pensamento egocêntrico infantil. Barata e mal evoluída).
No meu caso, eu acredito que seja mais tesão platônico do que amor. É apenas uma necessidade de se acasalar e ter algo pra chamar de meu. É um ter porque eu quero. É um ter tão egocêntrico que faria Narciso e sua vaidade egocêntrica se contorcerem de tanta vergonha. É a evolução de um instinto associado com uma necessidade social internalizada na minha pessoa, que nada mais é do que uma desculpa pra doer, sofrer e se magoar com a rejeição e com o ciúme.
Esse tal de amor/consideração é um sentimento tão estranho que te transforma às vezes em um ser patético, quando se esta ao lado de quem gosta. É como se naqueles 5 minutos nada fosse tudo, e o tudo é a maior representação do êxtase. Um sorrisinho já é o suficiente para promover uma excelente noite de sono, e a falta desse sorrisinho ou daquele olhar de aprovação que parece dizer: “oi, eu notei sua presença”, são responsáveis por te fazer ouvir músicas vazias, choramingar pelos cantos e escrever confidências quando você deveria estar fazendo o trabalho da faculdade.
Lá no começo do tópico, eu escrevi que quando algo pode dar errado, o universo conspira para que tudo realmente de errado, do bater o dedinho do pé na porta à levar bandeirada na rua. E isso meus amigos, é a mais pura verdade. A minha avó costumava fazer uma analogia entre a escolha de um parceiro e a escolha de uma privada. Segundo ela, as pessoas escolhem uma privada com muito cuidado, e mesmo assim enfiam a cabeça na privada mais suja e fedida. Hoje eu diria que a minha avó tem toda a certeza. Eu achei a minha privada suja e fedida e estou completamente atolado nela, parecido com o cara do Trainspotting.
Mesmo sabendo que aquele comichão que você tá sentindo lá embaixo é apenas a gênese de uma dor de cotovelo enorme, você deixa a piniqueira falar mais alto do que a massa cinzenta dentro do seu crânio e se joga na grande fossa dos boêmios.
Provavelmente amanhã eu vou estar com vergonha de ter socializado essas palavras, e de ter transformado isso aqui numa espécie de diário virtual The OC. Mas nesse momento eu precisava dividir isso com alguém, mesmo que fosse pra ser chamado de otário. E como aqui é o meu boteco, eu me sinto um pouco a vontade pra falar de tudo, de diarréia à dor de corno. Senta ai e pega uma cerveja.

´

lovin' is what I got I said remember that

domingo, 28 de setembro de 2008

Da série crianças prodígio versão remix:



um dia eu ainda posto o vídeo da minha sobrinha cantando sentimental

*o cara excluiu o vídeo. se algum souber o novo link. me manda que eu serei eternamente grato

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Yatta!

Como já se tornou um algo comum falar sobre cultura pop nesse espaço, hoje eu resolvi falar de uma das minhas maiores fixações televisivas atuais: Heroes. Eu me autodefino como um fã maníaco (Mark Chapman mode on) de algumas séries. Daquele tipo de cara que não perde um episódio e fica esperando madrugadas a fio para conseguir fazer o download de um novo episódio. E Heroes é uma dessas séries que me auxiliam com a insônia. Eu até acreditava que esse meu comportamento fosse um pouco anormal, até escutar do médico que trata da minha saúde mental, que ele também era maníaco por Heroes, e que no seu curto espaço de tempo disponível ele assiste todas as séries que fazem um nerd feliz (pra ser sincero, nós ficamos boa parte do meu horário de consulta conversando sobre Heroes e Star Trek).


Existe algo em Heroes que eleva o meu fanatismo aos níveis mais altos. Algo que talvez eu não consiga explicar, mas consiga sentir. E como qualquer dose de fanatismo sempre prejudica o lado crítico de qualquer individuo, eu não sou uma boa pessoa para argumentar sobre a série. Qualquer tipo de argumento torna-se persuasivo. Ou eu o defendo até trincar os dentes, ou encarno o Rubens Edwald Filho, chato, marrento e se sentindo o crítico dono da verdade.

Porém, como estou no aguardo do início do terceiro capítulo (que começou hoje na gringa), e como eu acordei me sentindo o crítico da SET, resolvi fazer algumas divagações sobre o que achei do “Generations” ou também conhecido como segunda temporada. Temporada esta que pode ser considerado morna, ou até mesmo ruim. E foram vários os motivos que estragaram essa temporada: personagens novos sem charme, personagens antigos em dilemas muitas vezes beirando o patético, foco em algumas historias ruins, uma trama confusa com gosto de dèjá vu e principalmente, a greve dos roteiristas que acabou decapitando a série em seu melhor momento e resumindo-a a apenas onze episódios. Vendo por esse lado, parece que existem mais coisas a serem ditas sobre o que não deu certo, do que realmente deu. E eu começarei falando sobre o que não deu.
Comecemos pelos novos personagens. O grande problema de séries como Heroes e Lost, que possuem um certo inchaço de personagens principais, é a introdução de novos personagens. Nessa temporada de Heroes, foram apresentados cinco novos personagens (sem contar o namoradinho voador da Claire). A começar pelos irmãos latinos Maya e Alejandro, que podem ter sua participação resumida em uma palavra: CHATO! A única função visível de ambos foi pra representar a cota latino-americana pobre sofredora à lá Maria do Bairro. O mesmo aconteceu com Mônica, que tinha um poder interessante, mas ficou naquela coisa menina do guetto sofredora com super poderes.
Entretanto, os outros dois personagens foram deveras interessantes. Primeiro tivemos Elle, a mocinha do choque. Eu sou meio suspeito pra falar sobre ela, pois sou um antigo fã de Verônica Mars, e toda série que trouxer Kristen Bell fazendo uma adorável pentelha, eu aplaudo de pé. Mas colocando o meu fanatismo de lado, a inconstante Elle foi uma grande aquisição a série (a cena em que ela espia Claire dentro de um carro em frente a uma praia é honrosa. Só faltou a câmera pra fazer os fãs da Verônica terem orgasmos múltiplos).

A segunda melhor coisa dessa temporada foi a aparição de um novo personagem que até então apenas havia sido citado: Takezo Kensei/ Adam Moroe.
Aquele Takezo Hensei, herói do Hiro, que foi citado inúmeras vezes na primeira temporada finalmente deu as caras. E tudo começou com o teletransporte de Hiro para o Japão feudal. O público conheceu Takezo, que não era japonês e sim britânico, não era herói e sim um bêbado fanfarrão, que podia se regenerar (algo parecido com o poder da Claire) e que tornou-se um herói com a ajuda de Hiro, ao mesmo tempo em que tornou-se inimigo mortal deste.
O mais sensacional foi descobrir que esse mesmo Takezo tornar-se-ia Adam Monroe, um cara que padecia do mal de Highlander (o que faz acreditar que Claire e Peter que possuem o mesmo poder, também sejam imortais), que quatrocentos anos depois vingaria-se do seu inimigo do passado (Hiro) e seria o grande vilão desse temporada (a partir do momento em que o grande vilão da série, Sylar, estava sem poderes e totalmente sem graça). Acho que dá pra dizer que os momentos mais bacanas dessa temporada se resumem a participação do Adam.

A trama dessa temporada foi sobre um vírus mortal, que seria responsável pela morte de 96% da população mundial. Esse vírus, que estava em poder da Companhia, seria disseminado com a ajuda de Adam para promover uma espécie de holocausto, em que apenas os bons sobreviveriam. Um repeteco com outro protagonista. Ao invés da Cheerleader que precisa ser salva, agora temos um vírus. Algo como: “destroy the virus, save the world” (por falar em chavões, faltou uma frase de efeito nessa temprada. Nem precisa ser algo comparável ao “Save the cheerleader...”, mas uma frase digna de uma HQ televisiva).
Enfim, com uma trama desgastada e personagens em crises existenciais, a segunda temporada pode ser resumida em altos e baixos, mais baixos do que altos. Momentos que renderiam boas cenas (como a luta entre Peter e Hiro) e até mesmo explicações plausíveis sobre os poderes de alguns personagens, foram deixadas em segundo plano concomitantes com a necessidade de encurtar a história e deixar um gancho para chamar a atenção do público para a próxima temporada. Esses e outros fatores que eu poderia citar por horas a fio foram responsáveis por uma temporada mediana, mas ao que tudo indica, com o findar da serie, o esse segundo capitulo fará mais sentido do que agora, segundo a afirmação do ator que interpreta o Peter.
De qualquer forma, a terceira temporada começa hoje (22/09), e me parece que tem tudo pra ser uma grande temporada. A começar pelo título do terceiro capitulo (Villains), pela premissa (every hero is a villain) e pelos trailers que já me deixaram entusiasmado.