sexta-feira, 25 de julho de 2008

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) ou Beto Caeiro para os íntimos.
êêê fossa..

domingo, 22 de junho de 2008

Não há lugar como a...ilha?

Há alguns dias eu assisti o episódio final da quarta temporada de Lost. Eu sou meio suspeito pra comentar o que eu achei do episódio em questão, por ser um grande fã da série, mas mesmo assim eu resolvi expor as minhas considerações acerca desse final de temporada.
Apesar de achar que Lost perdeu muito a mão em meados da segunda pra terceira temporada, os episódios finais do terceiro ano deram uma repaginada no programa e de certa forma trouxeram de volta toda aquela inovação do primeiro ano. Pra falar a verdade o que me animou para essa temporada foi o “Through The Looking Glass”, que pra quem não sabe foi o último episódio da terceira temporada. Na minha opinião, este foi um episódio divisor de águas. Quem andava meio desanimado com a mesmice do que acontecia na ilha levou um up ou brochou de vez. No meu caso, eu acredito que a história só saiu ganhando com a introdução dos flashfowards.
Mas voltando ao assunto quarta temporada, eu, particularmente acho que foi a melhor desde a primeira. E como todo mundo já sabe, primeiras temporadas de séries bacanas são hors-concours (vide 24 Horas, Heroes, Os Sopranos), o que qualifica esta última como a melhor até então.
Acredito que um dos motivos principais (além dos flashfowards) que deixaram essa temporada tão bacanuda foi o fato dela ter sido mais curta (14 episódios em comparação aos usuais 23, 24 das anteriores). Ou seja, menos enrolação, menos episódios desnecessários e mais “momentos decisivos”.
Sobre a season finale, não foi a melhor na minha opinião, mas com certeza foi um grande fechamento para um ótimo ano. Acredito que diferente do final da terceira temporada, não havia muito o que se esperar de tão “uau” nesse episódio. Já dava pra imaginar muito do que iria acontecer, apesar de não saber como aconteceria, acredito que muitos já tinham uma idéia do que havia por vir a partir dos dez minutos inciais. Eu não esperava muito de um episódio chamado “Não há lugar como o lar” a não ser mostrar como se deu a volta dos “Ocean Six” ao...lar. Além disso, os episódios anteriores a esse, já haviam mostrado muito do que aconteceria, como a morte do Jin, a Kate como a nova mãe do Aaron e o poder de persuasão do Ben sobre os ex-habitantes da ilha.
Entretanto, esse episódio teve bons momento que mereceram vários “uau” e “putaqueopariu”. Como o barco explodindo com o Jin e o Michael, o reencontro da Pen e do Desmond, a Sun em uma possível aliança com o Windmore e principalmente o Ben movendo literalmente a ilha com uma roda de burro (o que transforma Lost em uma serie mezzo drama, mezzo ficção cientifica) e o Locke como “o corpo dentro do caixão”. Por falar em Locke, o que realmente me deixa curioso até os ossos é pra saber o que de tão ruim aconteceu com o povo da ilha depois da saída de Jack e Cia. A única coisa que faltou nessa temporada foi uma espécie de um pitaquinho sobre o futuro/presente daqueles que permaneceram na ilha.
Em suma, foi um ótimo fechamento para uma ótima temporada (isso já ta ficando redundante), repleta de ganchos e dúvidas para os próximos capítulos. Coisa que os fãs terão que esperar um ano se mordendo de curiosidade pra saber o que se sucede. É por isso que é maravilhoso amar e odiar Lost. Você espera um ano inteiro pra descobrir o que vai acontecer e quando a temporada chega ao final fica aquela sensação de “cuma?”.




terça-feira, 22 de abril de 2008

O menino grunge

Fernandinho acorda as onze e meia da manhã de uma sexta-feira de 1994. Uma sexta-feira memorável e não qualquer. Conseguir matar uma aula contando a primeira de várias mentiras pra mãe quando se tem oito anos é um fato tão memorável e importante quanto os pés repletos de pueira lunar do Armstrong.
E aquela sexta-feira prometia mais do que aquela de 69, afinal, saltar em gravidade zero não é tão interessante do que passar o dia jogando futebol de botão, comendo bolo com calda de chocolate e ouvindo o cd do Stone Temple Pilots do seu irmão mais velho.



quinta-feira, 17 de abril de 2008

Os acontecimentos a seguir ocorreram entre as 18:00 e 19:00 horas de uma quarta feira qualquer.


Três fumantes conversavam sobre o vício em nicotina e de uma possível vontade de parar de fumar, quando uma quarta pessoa, a única não fumante, resolve divagar sobre o assunto:

Bill Gates: Eu tava pensando, cigarro é coisa de quem pensa.
Jim Morrison Se for assim, eu sou gênio.
Bill Gates: Não, não é isso. Tipo, cachorro não fuma .
*silencio e três olhares atônitos*
Bill Gates: Se você der um cigarro para um cachorro, ele não fuma.
Jim Morrison: Lógico. Animais não fumam.
Bill Gates: É isso que eu to tentando dizer, porque um cachorro nunca vai pegar um cigarro pra fumar porque ele não pensa. Só quem pensa fuma.
Britney Spears: Depende, tem cachorro que gosta de fumaça.
Bill Gates: Mas não fuma
Britney Spears: Mas gosta de fumaça. O cachorro da minha amiga quando vê ela fumando fica perto dela, pra sentir o cheiro da fumaça.
*dois olhares ainda atônitos*

Considerações:

-utilizei nomes fictícios para não queimar o filme alheio;
-se você tem um cachorro que não fuma, mas gosta de fumaça, me apresenta.
-eu não apareci no diálogo porque preferi me abster desse momento intelectual.




quinta-feira, 3 de abril de 2008

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Enfim férias...

...dois meses zombificantes trancados em meu quarto mofado...

Um minuto de silêncio em homenagem a essa ocasião.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Sem..

Sem post novo....
Sem tempo...
Sem criatividade...
Sem vontade...